
Are you ready???
Qual de vocês já ouviu essa frase – Estão prontos?
Esse é um questionamento corriqueiro que geralmente vem acompanhado de uma crítica ao seu atraso, principalmente se você é mulher, ou um ser péssimamente organizado como eu.
Depois de assistir a um combate dessas lutas, que homens dançam nuns agarrões muito suspeitos, embora totalmente másculos (não quero apanhar de pitboys), onde o juiz faz essa pergunta aos gladiadores , antes da pancadaria, me peguei pensando na questão.
Você está pronto(a)?, meio como um miojo ou um suquinho que basta acrescentar água, temos que responder a essa pergunta muitas vezes no decorrer de nossas vidas.
Você esta pronto pra sair? Começar? Terminar? Falar?
Ou mesmo a enfrentar um brutamonte num ringue?
Respondam por favor, quem de nós está pronto para a maioria das coisas da vida?
Posso garantir que este ser aqui que vos escreve não está nem um pouco perto de estar pronta para a maioria das situações que acontecem.
Bom, neste momento consigo visualizar inúmeros amigos concordando com um aceno de cabeça à essa informação, pelo menos quem já ousou marcar algum compromisso comigo sabe que estar pronta nunca foi meu forte.
Mas pensar nessa expressão me levou a outros níveis de entendimento do que é estar pronto, quem de nós pode dizer que está 100% preparado para fazer algo?
Pensem comigo.
Você está pronto para receber um não? Para amar de verdade? Para casar? Para mudar? Para ser pai ou mãe? Para ser chefe? Para assumir alguma responsabilidade? Façamos uma análise dessas perguntas e respondam com veracidade, você está?
O mundo nos surpreende a todo dia com fatos e casos, que por mais que usemos o cinto de utilidades do Batman aliado ao conhecimento de gambiarra do MacGyver nunca estaremos preparados.
Desafios, empecilhos ou mesmo surpresas boas tendem a nos tirar desse estado constante de preparo.
Posso dizer com certeza, que para cada 10 coisas que acontecem em minha vida, não estou totalmente armada para pelo menos 9 delas, e querem saber porque? Porque em 90% das situações, não cabe a nós a escolha.
Calma, não estou falando que não temos controle sobre nossas vidas, claro que temos, mas a escolha do que vai acontecer depois de tomarmos decisões definitivamente não é mais nossa.
Um grande amigo meu me disse uma vez que temos que fazer nossa parte e confiar que o resto vai se resolver, eu sempre achei essa uma atitude passiva demais, mas sinceramente, tenho que concordar com ele.
Funciona assim : Você decide se casar porque acha que está pronta ok?
Mas a relação de vocês sobreviverá aos problemas? O noivo vai aparecer à cerimônia? Nenhum de vocês se interessará por mais ninguém na vida? O mundo ainda existirá antes do dia do sim?
Nenhum de nós pode estar 100% preparado para tudo, então meus amigos, podemos até ter todos os ingredientes, mas saber o sabor desse bolo não é garantido, muito menos determinar quando está pronto.
Então que tal se pararmos de desejar estarmos prontos para tudo e decidirmos fazer o melhor possível com o que a vida nos der?
Vamos nos desaprontar para o mundo e entender que estar preparados é bom mas não nos exime do fato que na maioria do tempo não está em nossas mãos.
Resumindo: Shit does Happens (Merdas acontecem) e surpresas boas também, o que vamos fazer com elas é que pode determinar se você apenas faz um “miojo” ou é um chefe de cozinha da sua própria vida.
Por hoje é só porque vou me desaprontar mais um pouco.
Kisses and Let it Be!

Sapo desencantado, que pena de você, seus olhinhos arregalados não irão me ver sofrer!
Essa é a primeira frase de um “poemeu”, feito por essa que vos escreve há muito, muito tempo atrás, num mundo onde príncipes, fadas, duendes, bruxas e afins povoavam minha cabecinha.
Embora minha Terra do Nunca tenha sido invadida por uma chuva incessante de realidades, eu confesso que ainda guardo meu pózinho de pirlimpimpim, só pro caso de uma emergência.
Essas realidades invasivas me mostraram que muito dos seres míticos eram na verdade bem reais, e que não foram criados pelo meu “cereburrinho”, existem sim, sapos, príncipes, bruxas e até mesmo determinadas mulas sem cabeça, é só dedicarmos um pouco do tempo para observar que poderemos ver esses seres vivendo em nossa floresta.
O que nos cega para enxergar esses bichinhos é nossa necessidade de querer transmutá-los em algo que sirva a nossas fantasias. Por exemplo: nós mulheres temos o hábito nada saudável de enfeitar os sapos do brejo com coroas, pompas e circunstâncias, até sangue azul nós dizemos que eles tem, para os desfilarmos nas ruas sem que notem sua natureza anfíbia.
Sabem qual o problema disso minhas amigas? De tanto chamá-los de príncipes, eles acreditaram, vestiram suas coroas e saíram às ruas desfilando cavalos brancos e o pior, nos tratando como servas ou mesmo esposas pertencentes ao seu harém.
Pense comigo: quem já levou um pé ou foi destratada por um ser desses? As vezes feios, as vezes chatos, e o pior alguns até feios, chatos, burros e que moram longe.
Quem atribuiu a eles esse poder monárquico fomos nós, eu, você e todas que, com medo da solidão beijamos essas figuras na esperança de uma transmutação mágica.
Vou lhes falar por experiência, salvo os príncipes que foram transformados em sapos por circunstâncias da vida, como falta de grana, de oportunidade ou pela bruxa má repressora, em sua grande maioria sapos, são apenas sapos, moram no brejo, coaxam irritantemente e ao menor sinal de perigo se inflam.
Não foram e jamais serão príncipes, não tem o DNA pra isso, são bichos que embora alguns biólogos amem e outros digam que trazem sorte, no fundo são meio asquerosos.
Resumindo, quem de nós não conhece um Zé Sapo Mané que se acha? E mais que isso, quem não tratou um desses de príncipe encantado que atire a primeira pedra.
Só quero demonstrar minha revolta de mulher e pedir encarecidamente que paremos de dar Ibope pra bichinhos do pântano com medo de ficarmos sozinhas.
Você mulher seja qual for o teu estado atual, é MARAVILHOSA e merece todos os mimos que um príncipe pode oferecer.
Um reino de gentileza, de companheirismo, de fidelidade de carinhos e dengos que nem Cinderela sonhou em ter.
Vamos fazer com que surjam novamente sobre a terra homens de honra que saibam que nós somos seres delicados, e que nos tratar bem com carinhos e beijinhos não é um dever e sim um prazer absoluto.
Seja Bela Adormecida, Rapunzel presa na torre, Branca de neve, Cinderela ou Rainha Xuxa, todas nós somos seres encantados pois trazemos pra esse mundo a graça da vida.
Minha amiga, saia do brejo e atravesse a ponte levadiça, e
meu amigo faça tudo pra ter direito a fazer parte dessa corte.
Beijos cheios de histórias e estórias a todos.
Cintia Guarnieri (Princesa da Loucolândia)
Dedico esse texto à minha amiga Fabi Mazieri, que no seu pouco tempo aqui nessa terra brigou com alguns sapos, mas achou seu príncipe e foi muito feliz.

Meu povo, pova e adjacentes, começo esse texto citando Odorico Paraguaçu, (quem não souber quem foi, please Google!) para avisar os distraídos que faremos uma certa viagem pela “memory Lane” de todos nesse texto.
Com objetivos nada saudosistas quero levá-los a uma pequena viagem pelo túnel do tempo, a fim de pensarmos nas coisas que deixamos pra trás e o, porque, que é lá mesmo que elas devem ficar.
Puxe pela sua memória o primeiro namorado(a), a primeira escola, o primeiro beijo, etc. Depois continue por esse caminho e se lembre dos sentimentos que precederam esses momentos e essas histórias, o frio na barriga, as noites mal dormidas, a respiração, a transpiração e principalmente o medo, sim, o medo do não, do desapontamento e mesmo o medo de não saber o próximo passo.
Ainda em nossa estradinha, e o momento exato do acontecimento, a alegria, o gozo, a afobação a descoberta, lembra de como foi bom? Ou ruim? Agora te pergunto e quando acabou?O fim do namoro a formatura da escola, as despedidas de pessoas especiais e coisas especiais, você também se lembra da dor e até mesmo do desespero, de como é difícil chegar ao fim de qualquer coisa? Ok, se você se lembrou e até mesmo pôde sentir o gosto das coisas novamente, parabéns, além de não precisar de fosfosol você é um sobrevivente.
Todas as coisas passaram e você não, a vida seguiu seu rumo e você foi junto, a ponto de conseguir rir de tudo ou quase tudo que foi drama.
Agora se você, meu querido “leitorzinho” (Soro linguagem), durante essa viagem ficou se lembrando e remoendo somente uma história, de qual você não consegue dar cabo, sinto lhe dizer mas podemos sem erros descrevê-lo como um CHORÃO de grife, (top no mercado dos reclamões).
Vivemos num mundo tão velozmente mutante, que o fato de estar em cima em um dia e em baixo no outro, literal ou figurativamente, é praticamente uma regra sem exceções, ter e perder, conquistar e deixar pra trás, são requisitos fundamentais à história de qualquer um de nós e o que difere um sobrevivente de um chorão, além de menos histórias boas pra contar no bar, é que um pratica o desapego e o outro não.
Não sou um modelo de sanidade, mas quem conhece um pouco da minha história de vida, já me viu em mais altos e baixos que a montanha russa do Playcenter, pessoal, profissional e financeiramente já naveguei mares revoltos e ainda sim, mantive minha cabeça na superfície ás custas de minha bóia de patinho, e nesse reality show sou pra lá de “survivor”.
Então agora me fala, por que tanta gente chorona e reclamona no mundo?
R: a) Porque Alá quer, b)Culpa da novela das 8 ou c) Porque eu acho que o mundo me pertence.
Que tal parar com a síndrome de filho único de achar que todos os brinquedos são seus e para sempre?
Enquanto não entendermos que a vida segue o rumo independente dos dramas e que ou gargalhamos com vida ou ela gargalha da gente, vamos continuar num mundo que discute se no tempo de Getúlio é que era bom.
Vamos praticar o desapego das coisas e dos dramas, porque querido embora você quase sempre escolha pra que lado do mundo você quer ir, o itinerário dessa jornada não está em suas mãos.
Aceite que assim como os que foram outros virão e continuarão indo embora, guarde apenas na memória os sentimentos e o gostinho de cada experiência.
Pegue carona no coletivo e viaje com classe!
Twitter: @CintiaGuarnieri

Olá, Guris, Gurias, Homens, Mulheres, extraterrestres e seres de toda espécie.
Estamos no ano de 2010 e nada mais óbvio que entramos de vez nesse mundo digital, com cara, coragem, bits, bytes e Ipad´s, pode?
Então vamos mentalizar essa coisa de 2010, a não ser pelo fato de ter chego aos 30, tinha tudo para ser mais um ano que veio depois de outro, comecei me mudando de novo para Sorocaba e pronta pra recomeçar minha trilha nessa terra que não me deixa partir, mas que rufem os tambores, esse não é apenas mais um ano, tive uma epifania daquelas, tipo Dr. House quando encontra o diagnóstico.
Amigos “o tempo não para”, eu sei que Cazuza cansou de me avisar, mas somente agora pude “entender” o que diziam essas palavras, talvez até mesmo você que está lendo esse texto não esteja no ponto de perceber o quanto isso é verdade, mas deixa eu te falar uma coisa, quem fez a terra rodar, esqueceu de instalar o botão de emergência, não há freio de segurança e ou a gente entra no ritmo frenético dessa “louca-motiva” ou vamos para o além, ou vivemos o dia e saboreamos o que tem de melhor ou ficamos mastigando a vida que já foi, como um chiclete que já perdeu o gosto, que já quase desintegrou mas não temos coragem de jogar fora, enquanto o tempo segue seu rumo.
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